Lula sancionou nesta quinta-feira em Brasília o projeto de lei de monitoração eletrônica de agressores em casos de violência doméstica. A assinatura formal ocorreu no Palácio do Planalto, com foco em ampliar a proteção de mulheres.
O presidente ressaltou que avanços já alcançados não vão eliminar o problema de imediato. A violência contra a mulher é retratada como um fenômeno milenar, associado a relações de posse e superioridade masculina. Há expectativa de que a ferramenta tecnológica complemente as medidas existentes, dificultando a reincidência.
Ao abordar a efetividade das leis, Lula destacou que mudanças profundas dependem de educação e de mudanças na mentalidade. A ideia é criar um novo ser humano por meio da educação, dos meios de comunicação e das redes digitais, para enfrentar a raiz do preconceito e da violência.
Educação e mudanças de comportamento
Diversas falas do presidente enfatizaram a necessidade de uma transformação cultural para reduzir a violência. O objetivo é que leis eficazes sejam acompanhadas de ações duradouras na formação de hábitos, especialmente entre homens.
Além disso, Lula destacou dificuldades relacionadas ao ambiente digital. A proteção de jovens contra conteúdos nocivos nas redes sociais foi apontada como desafio substancial a ser enfrentado, com urgência na regulação e na responsabilidade das plataformas.
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