A França anunciou nesta semana um pacote de 240 milhões de euros para acelerar a eletrificação da economia e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. A iniciativa foi apresentada como parte de um esforço para acionar a transição energética diante de tensões geopolíticas e da alta de preços de energia.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu destacou que a eletrificação passou a ser questão de interesse nacional, não apenas ambiental. O governo prevê reduzir a participação de fósseis de 60% para 40% no mix energético até 2030, com foco em transportes, edifícios e maior adoção de veículos elétricos e bombas de calor.
Detalhes do pacote da EDF
A EDF Group destinou 240 milhões de euros para impulsionar a eletrificação. Deste total, 30 milhões vão subsidiar a compra de caminhões elétricos por operadoras de transporte, com média de 15 mil euros por veículo. Outros 50 milhões serão usados na instalação de 180 pontos de recarga para trucks elétricos de longo curso.
Ainda, 80 milhões apoiam projetos para novas indústrias consumidoras de energia na França, com a instalação de sites com ligação direta à rede para acelerar a operação. O fundo também oferece subsídio fixo de 1 mil euros, somado a programas existentes, para 80 mil famílias de baixa renda adotarem bombas de calor.
Impacto e contexto europeu
Vários países europeus vêm aumentando a participação de energias renováveis, como parte de uma resposta à volatilidade dos combustíveis fósseis. Em 2024, a energia renovável representou 47,5% da eletricidade da UE, segundo Eurostat, com França mantendo grande peso da energia nuclear.
O premiê ressalta que nuclear e renováveis não devem ser vistos como guerra entre si. O objetivo é reduzir a dependência de importações de combustíveis fósseis, fortalecendo a soberania energética do país e da região europeia.
Entre na conversa da comunidade