O governo federal deve assinar, nesta segunda-feira (13), a operação de crédito que viabiliza metade do aporte público para a construção do túnel imerso Santos-Guarujá. O valor já foi depositado pelo governo de São Paulo, que participa do financiamento, para a obra.
A cerimônia ocorre em meio a tensões entre as esferas federal e estadual. O governo paulista informou ter sido convidado para o ato apenas na sexta-feira (10). No mesmo dia, o governador Tarcísio de Freitas indicou a disposição de investir integralmente os recursos.
O investimento total é de 6,8 bilhões de reais, com 5,2 bilhões vindo do setor público — metade da União e metade do governo paulista. O depósito paulista, feito no início de abril, representa a parcela do estado.
Contexto institucional e entraves
O clima envolve disputas sobre a paternidade do projeto, com o governo paulista alegando tentativa de protagonismo da União. Já o governo federal afirma tratar-se de alinhamento entre os entes para a obra.
A tramitação também enfrentou entraves técnicos. Em março, o TCU determinou a suspensão temporária de repasses federais pela APS, para a obra, que depende da governança do projeto.
A formalização da operação de crédito aumenta a expectativa de liberação de recursos pela Corte nesta semana, para a conta garantia, apesar dos impasses sobre governança. A Mota-Engil venceu o leilão realizado em setembro de 2025.
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