O clima na Esplanada dos Ministérios não aponta desespero, mas acende sinais de alerta para o governo. A leitura de interlocutores próximos ao presidente sugere que o atual momento é de observação do que chamam de campanha adversária, com nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema em destaque. A tentativa de resposta de Lula ainda não surtiu o efeito esperado.
Segundo esses interlocutores, há críticas à comunicação com a população. A equipe avalia que a rede de apoio de Flávio Bolsonaro já está bem estruturada, enquanto a aliança da campanha de Lula segue em estágio inicial. Há expectativa de que a eleição possa ser definida ainda no primeiro turno, com alerta de que, no segundo, a direita poderia se unir contra Lula.
A pesquisa Datafolha traz números que ajudam a entender o cenário. O índice de aprovação de Lula caiu para 45%, enquanto a desaprovação subiu para 51%. Em março, a aprovação era de 47% e a desaprovação, 49%. O levantamento também aponta Lula tecnicamente empatado com Flávio, Caiado e Zema no segundo turno.
Contexto eleitoral e movimentos no Congresso
No front político, o governo prepara ações para temas de interesse direto da população e de trabalhadores formais e informais. Deve ser lançado oficialmente um programa de refinanciamento de dívidas de famílias endividadas ainda nesta semana.
As votações em comissões no Congresso devem abordar a PEC que busca encurtar a escala de 6 x 1 e o projeto sobre direitos de trabalhadores de aplicativos. A tendência é discutir a tramitação com pedidos de vista, mantendo espaço para ajustes antes de uma possível votação.
Parlamentares de centro avaliam a possibilidade de aprovar o projeto de trabalhadores de aplicativos sem estabelecer garantias rígidas de direitos. A equipe de Lula busca manter a negociação aberta e evitar fechar o texto de forma acelerada na Câmara.
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