O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu, nesta segunda-feira, o presidente do INSS, Gilberto Waller, que ocupava o cargo há 11 meses. A saída ocorre em meio a críticas pela fila de requerimentos, que somava 2,7 milhões em março. O anúncio foi feito pelo ministro da Previdência, Wolney Queiroz.
O Palácio do Planalto aponta que a demissão busca reduzir a fila de atendimento, que prejudica a imagem da gestão e a campanha de reeleição de Lula. A demissão coincide com desdobramentos de investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
A operação da Polícia Federal que investiga fraudes no INSS intensificou a crise entre Queiroz e Waller, elevando a pressão sobre a administração pública. A pasta também busca sinalizar mudança de gestão para acalmar gargalos no órgão.
Substituição e continuidade
Ana Cristina foi nomeada pelo ministro Wolney Queiroz como substituta de Waller, com objetivo de acelerar a tramitação de requerimentos. A nomeação visa melhorar a operação do INSS e reduzir o tempo de concessões.
A mudança ocorre pouco antes de as eleições e representa uma tentativa de melhorar a percepção pública sobre a Previdência. O governo sustenta que a nova gestão manterá o foco na regulação de benefícios.
Fontes oficiais reforçam que a prioridade é reduzir a fila e combater irregularidades. Não há, até o momento, informações sobre alterações estruturais no INSS além da substituição no comando.
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