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Ação contra Eduardo deve avançar no STF mesmo sem depoimento

Interrogatório de Eduardo Bolsonaro no STF ocorre por videoconferência; presença não é obrigatória, processo segue para alegações finais

Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro
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O STF definiu o interrogatório de Eduardo Bolsonaro para a tarde desta terça-feira (14). O ex-deputado é réu em ação penal por coação ao Judiciário brasileiro. A audiência será por videoconferência às 14h, conforme a tramitação do processo.

A expectativa é de que Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde 2025, não compareça. O caso está ligado à investigação sobre a tentativa de reverter as eleições de 2022 e envolve articuladores próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O processo avança na definição de etapas, independentemente da presença do réu. A ausência não resulta em sanção automática; a fase seguinte são as alegações finais. A Justiça já determinou que a DPU assume a defesa para assegurar o devido processo.

Defesa e ausência do réu

A defesa técnica não está constituída pelo próprio Eduardo. Diante disso, o STF acionou a Defensoria Pública da União para acompanhar o caso e contestar provas, garantindo lisura processual.

Pelo menos três pontos estão em jogo: a existência de provas de coação, a participação de Eduardo nas decisões e as consequências jurídicas, caso haja condenação. A Procuradoria-Geral da República sustenta a denúncia apresentada em setembro do ano passado.

Caso haja condenação, as penas podem incluir reclusão e multa. A leitura do veredito pode impactar ainda a elegibilidade do réu, dependendo de eventual aplicação da Lei da Ficha Limpa.

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