O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não participou do interrogatório virtual marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal que investiga sua atuação nos Estados Unidos. A audiência, conduzida por um juiz auxiliar de Alexandre de Moraes, teve a presença de um defensor público da União e de um representante da PGR.
O magistrado encerrou a sessão alegando a ausência do acusado e a natureza do interrogatório como meio de defesa. A Defensoria Pública da União (DPU) e a PGR devem comunicar à Corte, em 5 dias, se pedirão novas diligências. Caso não haja solicitação, Moraes poderá abrir prazo para alegações finais.
Contexto do processo
Em novembro de 2025, a Primeira Turma aceitou a denúncia da PGR e tornou Eduardo réu por coação no curso do processo. A Procuradoria aponta que o ex-deputado articulou sanções contra autoridades para atrapalhar o inquérito sobre a suposta trama golpista, no qual Jair Bolsonaro foi condenado.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. Em dezembro, a Câmara cassou seu mandato por excesso de faltas. Em fevereiro deste ano, Moraes determinou a intimação por edital, já que o ex-deputado não indicou advogado particular, o que levou à atuação da DPU.
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