O governo federal não vê espaço, em 2026, para avançar com a tarifa zero no transporte público. A decisão surge em meio ao curto calendário eleitoral e a novas prioridades que surgiram na agenda de Lula (PT).
A ideia de implementar a tarifa zero enfrenta custos fiscais elevados, com estimativas acima de 80 bilhões de reais. A proposta vira tema de debate público, buscando estruturar um financiamento capaz de sustentar o benefício.
O Planalto avalia que a pauta está congestionada por outras prioridades, como redução da jornada de trabalho, medidas contra o endividamento, PEC da segurança e discussões sobre ajustes de temas variados. A mudança de foco impacta o timing do tema.
No Congresso, houve sinal de apoio inicial, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicando abertura para instalação de comissão para discutir fontes de financiamento. Contudo, segundo o governo, não há tempo hábil para concluir as tratativas antes do próximo ciclo eleitoral.
A proposta de Lula envolve um redesenho do modelo de financiamento do setor para viabilizar o que ele chama de “SUS do Transporte Público.” O objetivo é ampliar o acesso e consolidar a tarifa zero como referência de política pública, mesmo diante dos obstáculos orçamentários.
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