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Governo e Câmara adiam regulação de trabalho por apps para 2027

Governo e Câmara adiando a regulação do trabalho por apps para 2027, após impasse sobre taxa mínima de R$ 10 e impactos no preço ao consumidor

Ato reúne cerca de 100 veículos que saíram da na Praça Charles Miller, no Estádio do Pacaembu
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O Palácio do Planalto e a Câmara dos Deputados acertaram adiar a regulação do trabalho por aplicativo para 2027, após disputas sobre o texto final e o calendário eleitoral. A decisão ocorreu em meio a tensões sobre a taxação mínima para corridas e entregas.

O governo pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e ao relator do texto, Augusto Coutinho, que encaminhassem propostas para o governo. A mudança envolve o PLP 152, que tratava de regras para plataformas digitais, trabalhadores e usuários.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência, sugeriu uma taxação mínima única de R$ 10 por corrida. O relator entende que o valor elevaria o custo ao consumidor, o que motivaria o recuo do governo. O texto estava pronto para votação em comissão especial, mas foi retirado da pauta.

Divergências sobre a taxação e próximos passos

Em São Paulo, motoboys realizaram protestos contra o texto, apelidado de “PLP dos Patrões” por setores ligados às plataformas. O projeto previa manter os trabalhadores como autônomos, sem vínculo empregatício, e criar regras para plataformas, trabalhadores e usuários. A discussão foi iniciada no ano passado e envolve ainda o calendário eleitoral que restringe prazos legislativos.

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