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Justiça mantém prisão de MC Ryan, Poze do Rodo e influenciadores

Justiça mantém prisões temporárias de MC Ryan, Poze do Rodo e influenciadores na operação Narcofluxo; grupo movimentou mais de 1,6 bilhão e envolve criptoativos

MC Ryan e Poze do Rodo | Reprodução redes sociais
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A Justiça Federal manteve as prisões temporárias de MC Ryan, Poze do Rodo e do influenciador Chrys Dias, além de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, todos investigados na Operação Narcofluxo deflagrada pela Polícia Federal. A decisão ocorreu após audiência de custódia para 33 investigados; uma prisão foi convertida em domiciliar.

A operação, cumprida na manhã de quarta-feira, apura uma associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores no Brasil e no exterior, incluindo criptoativos. Segundo a PF, o grupo realizava operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e utilização de plataformas digitais para ocultar a origem dos recursos.

O volume movimentado pela organização supera 1,6 bilhão de reais, conforme a PF. O objetivo seria desarticular sistemas de lavagem que misturavam recursos lícitos e ilícitos por meio de empresas de fachada, transfers de patrimônio e investimentos de alto valor.

Prisões e medidas judiciais

De acordo com a decisão, o processo tramita em sigilo absoluto e as informações sobre o cumprimento dos mandados ficam sob responsabilidade da Polícia Federal. Além das prisões, houve bloqueio de bens e sequestro de ativos ligados aos investigados. Ao todo, 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão foram executados em nove estados e no Distrito Federal.

Envolvidos e atuação

Entre os indicados está Chrystian Mateus Dias Ramos, conhecido como Chrys Dias, apontado como financiador e ligado à Casal Imports. A PF descreve uma divisão de tarefas na organização, com nomes como Tiago de Oliveira, Alexandre Paula de Sousa Santos, Rodrigo Morgado e Arlindma Gomes dos Santos atuando em diferentes frentes de arrecadação, ocultação e gestão de recursos.

MC Ryan SP (Ryan Santana dos Santos) seria central na estrutura, segundo a PF, com participação na produção musical e no entretenimento para mesclar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais. MC Poze do Rodo também aparece ligado a empresas envolvidas na circulação de recursos.

Quanto ao influenciador Raphael Sousa Oliveira, a PF aponta que o perfil Choquei atuaria como divulgador de conteúdos favoráveis ao grupo e na promoção de plataformas de apostas, além de atuar na gestão de crises de imagem ligadas aos investigadores. A defesa dos investigados ainda não apresentou manifestação sobre os fatos, devido ao sigilo do processo.

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