O novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou ser contrário a um socorro do governo federal ao BRB, banco ligado ao governo do Distrito Federal. A declaração ocorreu na manhã desta quinta-feira, em café com jornalistas. O BRB acumula prejuízo de cerca de 12,2 bilhões devido à compra de carteiras de crédito sem lastro do Banco Master.
O governo do Distrito Federal pediu ajuda à União para recompor o patrimônio do BRB, que é acionista controlador. A governadora Celina Leão afirmou que o governo federal não sinalizou qualquer suporte até o momento. Em 30 de março, Celina discutiu o tema por telefone com o ministro da Fazenda, Durigon, segundo apuração da imprensa.
Contexto institucional e financeiro
A Folha mostrou que a administração de Lula entende que a solução deve ficar a cargo do DF, já que o BRB é controlado pelo governo local. Em março, o GDF sancionou lei que autoriza ações como contratações de até 6,6 bilhões em operações de crédito com o FGC ou outras instituições.
A gestão distrital é ligada a um grupo político adversário do PT de Lula. Celina Leão assumiu após Ibaneis Rocha deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado; Ibaneis apoiou Jair Bolsonaro na última eleição. Guimarães destacou que a política de investimentos federais não depende de alianças locais.
Avanços da investigação
O ministro citou ainda a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ligada ao esquema do Master, e afirmou ter imaginado ter visto o ex-governador Ibaneis Rocha entre os detidos. O novo articulador político do governo ressaltou que a Polícia Federal vem realizando um trabalho extraordinário e que a orientação de Lula é investigar, doa a quem doer.
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