A liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem, ocorrida nos Estados Unidos, pegou autoridades brasileiras de surpresa. A Polícia Federal afirmou não ter recebido comunicação oficial sobre a decisão, anunciada pelo governo americano. O fato ocorreu na quarta-feira (16), ainda sem explicação oficial sobre os motivos.
Ramagem foi detido na segunda-feira (13), em Orlando, Flórida, por questões de imigração. Ele ficou em centro de detenção, em cela separada, e, dois dias depois, já não aparecia nos registros do sistema prisional nem na base de dados do serviço de imigração.
Desdobramentos e contexto
Segundo apurações da GloboNews, a liberação ocorreu às 14h52, horário local. O governo brasileiro esperava manter Ramagem sob custódia enquanto tratativas para deportação ao Brasil avançavam.
Condenado a 16 anos pela investigação sobre a trama golpista de 2022, Ramagem é considerado foragido pela Justiça. O STF indicou uso da estrutura da ABIN para tentar manter Bolsonaro no poder.
Antes da soltura, autoridades brasileiras preparavam um dossiê com informações sobre a situação judicial de Ramagem e a entrada irregular nos EUA. O material seria encaminhado ao setor de Deportação para acelerar o processo.
O documento também detalha a saída do Brasil por Roraima, em setembro do ano passado, a entrada na Guiana por terra e a viagem subsequente aos Estados Unidos, com possível apoio de organização criminosa ligada ao garimpo ilegal.
Cooperação e próximos passos
A estratégia do governo envolve contestar eventual pedido de asilo político e reforçar cooperação com autoridades americanas para viabilizar o retorno. Uma reunião entre a Polícia Federal e o serviço de imigração dos EUA estava prevista para esta quinta-feira (16), mas ainda não há confirmação.
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