O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reuniu-se com chefes de grandes plataformas de redes sociais para discutir a segurança online de crianças. A conversa ocorreu em Downing Street, com participação de executivos de empresas como Meta, Snap, Google, TikTok e X. O objetivo foi esclarecer planos para tornar as plataformas mais seguras para menores de idade.
Starmer afirmou que é possível tornar as redes mais seguras, mas ressaltou que restringir o acesso seria preferível a um cenário em que o dano seja a regra de participação. O governo tem avaliando a possibilidade de banir o uso por menores de 16 anos, seguindo exemplos de outros países.
Entre os presentes, estiveram Kate Alessi, diretora-geral da Google UK; Markus Reinisch, chefe de políticas públicas da Meta; Wifredo Fernandez, diretor de assuntos governamentais globais do X; Alistair Law, diretor de políticas públicas para o norte da Europa da TikTok; e Ronan Harris, presidente da Snap na Europa. Também participaram representantes da indústria de tecnologia.
Antes do encontro, Downing Street informou que algumas empresas já adotaram proteções, como desativar o autoplay por padrão para crianças e ampliar o controle dos pais sobre o tempo de tela. A reunião ocorreu em um momento de debate público sobre limites de idade e responsabilidade das plataformas.
Starmer citou preocupações de pais e especialistas sobre impacto da redes na concentração, no sono, nos relacionamentos e na visão de mundo dos jovens. O premiê disse que as evidências estão aumentando e que o status quo não pode continuar, pedindo cooperação das empresas para melhorias.
Especialistas destacaram a reunião como uma resposta governamental a pressões políticas e mudanças na geopolítica que exigem firmeza em relação às plataformas digitais. Pesquisas recentes continuam a analisar a eficácia de medidas restritivas adotadas em outros países.
O governo iniciou uma consulta nacional sobre convivência das crianças com o mundo online, incluindo possíveis restrições de idade para jogos e assistentes de IA. O processo já recebeu milhares de respostas e envolve parcerias com escolas e organizações comunitárias.
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