Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo Novo, informou nesta quinta-feira (16/4) que manterá sua candidatura à Presidência até o final, apesar de rumores sobre convite para vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O anúncio ocorreu durante a apresentação do plano de governo em evento realizado em São Paulo.
O político afirmou que o Novo deve firmar alianças locais com o PL em Minas Gerais e em São Paulo, seguindo modelos já adotados em estados da Região Sul. Zema ressaltou que, entre os pré-candidatos, foi o único a dizer que “consertou as barbaridades do PT” em seu estado, ao mencionar a gestão mineira que se iniciou recentemente.
Questionado sobre diferenças em relação a outros nomes da direita, Zema destacou que não nomeou parentes para cargos na administração pública, contrastando com reportagens de veículos nacionais sobre cenários com influência familiar em governos estaduais. Ele afirmou que o Novo tem propostas que, segundo ele, não são amplamente apoiadas pela classe política.
Propostas e foco de governo
O ex-governador apresentou o programa de governo no formato de uma iniciativa chamada Brasil Sem Intocáveis, gerida pelo Novo em São Paulo. Entre as propostas, Zema defendeu a criação de regras para ministros do STF, com mecanismos de prestação de contas e limitação de negócios jurídicos com parentes de ministros, além de estabelecer idade mínima de 60 anos e mandato de 15 anos para ministros.
Segundo Zema, as medidas também visam reduzir gastos públicos e fortalecer a segurança pública, com a classificação de facções como organizações terroristas e a defesa de mecanismos para reduzir a maioridade penal. O candidato mencionou ainda a possibilidade de anistia para condenados pela tentativa de golpe de Estado, incluindo casos relacionados aos eventos de 8 de janeiro.
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