O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que desconhecia que Peter Mandelson, ex-embaixador britânico nos EUA, havia sido reprovado na verificação de segurança antes de sua nomeação. Mandelson deixou o cargo após a revelação de ligações com Jeffrey Epstein.
A revelação reacende pressão sobre Starmer para renunciar, embora o premiê tenha dito que vai expor fatos relevantes na segunda-feira. A afirmação ocorreu em meio a críticas sobre o controle do governo e o devido processo.
Starmer, eleito com uma vitória expressiva em 2024, enfrenta novas perguntas três semanas antes de eleições locais na Inglaterra e votações regionais na Escócia e no País de Gales. O tema tem impacto político significativo.
Na quinta-feira, ficou público que Mandelson foi reprovado na verificação de segurança antes da nomeação como enviado, fato que a equipe de Starmer afirma não ter sido comunicado ao premiê. A oposição questiona o nível de conhecimento dele sobre o caso.
Desdobramentos políticos
Downing Street demitiu Olly Robbins, figura-chave no Ministério das Relações Exteriores, na tentativa de abafar o escândalo. A medida não afastou as dúvidas sobre o controle do governo por Starmer.
Um parlamentar trabalhista, que pediu anonimato, disse que é improvável abrir um processo contra Starmer, mas indicou que a saga Mandelson manterá o premier sob escrutínio até as eleições.
Conflitos sobre a nomeação de Mandelson surgem em meio a debates sobre transparência e funcionamento do governo britânico. O caso pode influenciar a percepção pública sobre o partido de Starmer nas eleições de maio.
Entre na conversa da comunidade