Raphael Sousa Oliveira, administrador da página de fofocas Choquei, foi preso na Operação Narco Fluxo. A PF aponta que ele atuava na blindagem de imagem de figuras ligadas ao tráfico internacional de drogas. A apuração envolve transações financeiras atípicas associadas ao esquema.
A principal transação identificada é um Pix de R$ 270 mil informado por MC Ryan SP a Raphael, com o objetivo de promover uma “lavagem de reputação” para o funkeiro. Os investigadores consideram esse repasse como parte de uma linha de financiamento de serviços de influência.
As autoridades dizem que Raphael teve a responsabilidade de gerenciar a narrativa para favorecer o cantor. O relatório de 164 páginas cita períodos em que a Choquei exaltou o estilo de vida de Ryan ou minimizou crises, sugerindo remuneração por viés editorial.
Dados da operação e contexto
A força-tarefa prendeu 33 suspeitos e aponta que o grupo movimentava recursos do tráfico internacional com bets e rifas. As transações entre Ryan e Raphael somariam R$ 561 mil, em montantes incompatíveis com publicidade convencional.
A PF aponta que firmas ligadas a Raphael teriam atuação de fachada, com movimentação concentrada na pessoa física para aumentar opacidade, justificando recebimentos como marketing.
Ainda segundo a investigação, a Choquei teria histórico de promoção de plataformas de apostas ilegais, o que reforça a relação com o mercado de jogos não regulamentados e com a expansão de lucros ilícitos.
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