O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirma que não há crise institucional entre Judiciário e Legislativo. Em entrevista na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, ele disse que divergências são parte do funcionamento democrático.
Segundo Fachin, prédios de poder possuem compreensões distintas sobre fenômenos, e as litigações devem ser resolvidas por vias institucionais. Para ele, recorrer de decisões e contestá-las é legítimo, mas atacar a institucionalidade não.
O ministro destacou que o STF lida com temas estruturais de grande impacto, como crime organizado, disputas federativas e questões de saúde pública. Afirmou que o tribunal tem sido chamado a decidir sobre escândalos e situações complexas ao longo das décadas.
Sobre o escrutínio a instituições, Fachin comentou que a sociedade tem o direito de cobrar, desde que dentro de normas procedimentais. Ele ressaltou que nenhuma instituição está imune a críticas públicas, e que o procedimento deve ser observado.
Contexto e desdobramentos
O presidente do STF reforçou que o Supremo continuará atuando dentro de suas atribuições constitucionais, mantendo a relação institucional com os demais Poderes. Ele enfatizou que eventuais tensões nãoOriginaram-se na Corte.
Fachin ressaltou ainda que crises entre Poderes não devem ofuscar o funcionamento da República. A entrevista ocorreu após debates sobre o papel do Judiciário diante de omissões do Estado e de pressões políticas.
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