Douglas Ruas, eleito nesta sexta-feira presidente da Alerj, afirmou defender diálogo com o STF e com o governador interino para tratar da linha sucessória do governo do Rio de Janeiro. O objetivo é buscar normalidade institucional sem recorrer a medidas judiciais, segundo o novo presidente.
Ruas ressaltou que a Assembleia não pode agir isoladamente. Em entrevista coletiva, ele disse que o Legislativo precisa apresentar a legitimidade do mandato e buscar acordo com as demais instituições antes de qualquer decisão relevante sobre o Palácio Guanabara.
O debate envolve a continuidade de comando interino no estado. O Tribunal de Justiça, presidido por um desembargador, vem exercendo funções governamentais diante da ausência de governador titular. A principal questão é definir se o governador-tampão será escolhido por eleição direta ou indireta.
Contexto institucional
O ministro do STF determinou a manutenção do desembargador Ricardo Couto no papel de governador interino até que se defina o modo de escolha do substituto. Um novo acórdão pode determinar a forma de escolha, em meio a discussões sobre a linha sucessória prevista na Constituição estadual.
A escolha de Ruas para a presidência da Alerj é vista como movimento para fortalecer a atuação institucional do Legislativo, após meses de instabilidade. A avaliação interna do PL aponta que o cargo pode ampliar a exposição do deputado em eventual disputa estadual.
Caminhos e próximos passos
O julgamento no STF sobre a linha sucessória foi interrompido recentemente, com votos a favor da eleição indireta ainda pendentes. O cenário permanece em aberto, com ministros avaliando a necessidade de publicação de acórdão e de acordo com a Justiça Eleitoral.
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