O crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro acelera alianças pelo Brasil e pressiona Lula e o PT. A ideia é ampliar palanques para influenciar a reeleição, num cenário político fragmentado que pode favorecer quem conseguir maior capilaridade.
A gestão de alianças passou a guiar o PT, que busca ampliar espaços com PSB, PDT, União Brasil, PP e outras siglas. A ofensiva ocorre em meio ao embate com o apoio a Flávio, que ganhou tração em pesquisas recentes.
Lula tem articulado acordos em 22 dos 27 estados, variando entre alianças históricas e apoios mais recentes. O PT sinaliza que manterá protagonismo menor em 2024, com dez candidatos próprios a governadores.
Alianças em estados-chave
No Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e Alagoas, o PT já fechou ou avança em acordos com MDB, PSD, PP, PDT e outras siglas. Em Pernambuco, o PT negocia com PSB, mantendo portas abertas com aliados do PSD.
Em Pernambuco, Lula sustenta aliança com João Campos, enquanto tende a manter relação com Raquel Lyra. Na Paraíba, o PT apoia Lucas Ribeiro, mas conversa com MDB paraviáveis. O objetivo é equilibrar alianças locais.
Perspectivas da disputa nacional
A prioridade é a reeleição de Lula. O PT reconhece resistência em estados como Maranhão e Goiás e avalia como resolver disputas internas. O PL, por sua vez, busca consolidar palanques no Sul, com fortes candidaturas.
No Rio Grande do Sul, a aliança entre PL, PP e Novo avança, com apoio de Republicanos e Podemos. No Nordeste, a leitura é de dificuldade para o PL fortalecer palanques em Bahia, Ceará e Pernambuco.
Cenário para as convenções
As convenções partidárias de julho devem consolidar os acordos já em curso e ampliar a estrutura de campanha. A formalização de palanques pode impactar tempos de TV e capilaridade de cada candidatura.
Analistas ressaltam que o equilíbrio entre alianças locais e nacional é decisivo para o resultado. Pequenas mudanças podem influenciar o equilíbrio entre os blocos na eleição.
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