A Comissão Europeia apresentou um plano que visa reduzir drasticamente o consumo de tabaco na Europa. A proposta, apoiada pela Organização Mundial da Saúde, busca avançar para uma “geração livre do tabaco” por meio de medidas rigorosas.
Entre as medidas previstas estão a redução do número de pontos de venda, o aumento da idade mínima de compra e a proibição de lançamentos de novas marcas de cigarros. A ideia é reduzir a disponibilidade de produtos de tabaco.
O documento também estabelece o veto a qualquer incentivo ou apoio público a produtores e distribuidores de tabaco. A proposta é considerada a mais ousada desde a adoção da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.
A Comissão Europeia pretende levar o texto à COP 11, a Conferência das Partes da Convenção-Quadro da OMS, marcada para Genebra no fim de novembro. Quase 180 países deverão participar.
A reunião visa consolidar uma posição comum da UE frente à expansão do tabagismo, alinhando-se à estratégia global da OMS, que tem pressionado governos a restringir produção, venda e consumo.
Analistas citados pela imprensa europeia apontam impactos econômicos para tabacarias e para a cadeia de produção, além de possíveis reações regulatórias e negociações com governos nacionais.
Fontes do bloco ressaltam que as medidas podem transformar o mercado europeu em referência para políticas globais de controle do tabaco. A discussão envolve autoridades, especialistas em saúde pública e o setor privado.
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