O PSOL confirmou nesta terça-feira (21) apoio crítico à candidatura de Juliana Brizola ao governo do Rio Grande do Sul, em uma decisão que ocorreu após debates entre correntes e coletivos da legenda. A medida busca consolidar uma frente de unidade contra a extrema direita no estado.
Na próxima quarta (22), lideranças do PSOL vão se reunir com Brizola para oficializar a aliança e entregar um documento com pontos programáticos considerados inegociáveis. Entre as prioridades estão evitar privatizações, valorizar o serviço público e criar políticas de prevenção de desastres ambientais.
A aliança mantém Edegar Pretto (PT) como vice na chapa majoritária, e Manuela D’Ávila (PCdoB/PSOL) é apontada como o nome da frente ao Senado. O bloco reúne PDT, PT, PCdoB, PV, Rede, PSB e PSOL, em uma frente ampla contra a direita.
Roberto Robaina, vereador e presidente do PSOL em Porto Alegre, ressaltou que o apoio é crítico e não implica participação do partido no eventual governo de Brizola. O objetivo é evitar que o segundo turno repita o cenário de 2022, com candidaturas de Zucco e Gabriel Souza.
O PSOL enfatizou que a cooperação busca derrotar a extrema direita sem abrir mão de uma agenda de esquerda. A estratégia inclui manter o debate centrado em propostas para o estado e evitar acordos que comprometam a pauta progressista.
Esta é a segunda eleição consecutiva em que o PSOL abre mão de uma candidatura própria ao Piratini, priorizando uma frente ampla com outras siglas de esquerda e centro. O partido reforça a prática de candidaturas coletivas para ampliar a coalizão.
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