Um dia após o presidente Lula fechar questão contra a criação de uma empresa estatal para explorar minerais críticos no Brasil, a bancada do PT na Câmara reafirmou a defesa da chamada Terrabras. A posição foi publicada em nota assinada pelo líder do PT na Casa, deputado Pedro Uczai.
A afirmação sustenta que a exploração de recursos minerais exige capacidade estatal, planejamento público e controle desde a pesquisa até o refino, sob uma visão integrada de longo prazo. A bancada destaca a necessidade de soberania tecnológica e estratégica no setor.
O projeto sobre a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos é relatado pelo deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania, e não prevê a criação da estatal. Lula participou de reunião com ministros, apoiou o texto, mas solicitou adiamento para ajustes no texto.
Contexto e desdobramentos
Pesou o recado de que a ideia de Terrabras não implica nova estatal do zero, segundo a bancada. A nota do PT afirma que a proposta remodela a CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), criada em 1969, para ampliar atuação no setor.
O governo diz manter diálogo, com a meta de avançar questões de políticas de minerais sem blindar decisões. A defesa da Terrabras aparece em um momento de atrito com os Estados Unidos, que tem sido apontado como contexto da discussão.
A tensão aumentou após uma empresa norte-americana anunciar a compra da mineradora Serra Verde, em Goiás. A aquisição coloca em evidência o interesse externo por terras raras, especialmente as pesadas, com produção fora da Ásia.
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