O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, afirmou em Sinop (MT) que Romeu Zema é vítima da militância do Judiciário e voltou a acusar o STF de interferência eleitoral para desequilibrar a disputa. O pronunciamento ocorreu durante evento do Norte Show 2026, em uma feira do agronegócio.
Ele declarou solidariedade a Zema e criticou o ativismo judicial, afirmando que não houve condenação de parlamentares pelo STF desde 1988 por calúnia. Flávio disse que os processos devem respeitar a imunidade parlamentar, inclusive em palavras, opiniões e votos.
Gilmar Mendes enviou notícia-crime a Moraes envolvendo Zema após o ex-governador mineiro divulgar um vídeo com bonecos que satirizam magistrados. O material envolve Toffoli e sugere favorecer uma decisão em troca de uma “cortesia” ligada a um resort, conforme o conteúdo do video.
O ministro Gilmar pediu investigação de Zema no inquérito das fake news. Flávio afirmou que a ação busca pressionar a Primeira Turma do STF durante a campanha e afirmou que a estratégia, na prática, desloca o tema para o STF em detrimento do TSE.
Na semana passada, o senador já havia feito declarações semelhantes contra Moraes, após saber de um inquérito por calúnia contra o presidente Lula. Moraes autorizou o inquérito, a pedido da Polícia Federal, com base em postagem de Flávio no X sobre o sequestro de Nicolás Maduro.
Nesta quarta, Flávio pediu que o presidente do STF, Edson Fachin, permita aos eleitores escolher o próximo presidente sem interferência da Primeira Turma. Ele fez o pedido durante o evento em Sinop, acompanhado de aliados locais.
Desdobramentos e próximos passos
Flávio esteve acompanhado por Wellington Fagundes (PL-MT) e José Medeiros (PL-MT), pré-candidatos ao Governo de MT e ao Senado. A ação contra Flávio segue em pauta no âmbito do inquérito que investiga possíveis ataques a Lula. A pauta política permanece sob escrutínio com base em acusações e defesas de atores do meio judicial.
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