O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, enfrentou críticas após 24 horas de discurso nas redes sociais sobre ajuste fiscal. A reportagem da Folha indicou que ele defenderia, caso eleito, um ajuste inicial de cerca de 2% do PIB e reajustes de aposentadorias, saúde e educação apenas pela inflação. A reação ocorreu após a divulgação, ainda que não confirmada oficialmente pelo candidato.
Equipe de campanha e assessores passaram, então, mensagens a setores empresariais e à Faria Lima, sugerindo que Flávio poderia assumir o papel de responsável pela tesourada das despesas. A ideia contrasta com a comunicação pública do candidato, que se apresenta como contraponto a um gasto público considerado elevado.
No histórico político, o próprio Flávio nunca foi visto como defensor de políticas de ajuste durante a gestão do pai, Jair Bolsonaro. A proposta de Desobrigar, Desindexar e Desvincular despesas (PEC DDD), associada à equipe Guedes em 2019, enfrentou resistência no bolsonarismo. A afirmação sobre o plano de ajuste reacende debates sobre viabilidade econômica e responsabilidade fiscal.
Contexto e desdobramentos
Filtradas nos bastidores, as propostas discutidas pela equipe de Flávio incluem desvinculações de gastos com saúde e educação, e a separação entre reajustes reais do salário mínimo para trabalhadores ativos e ajustes da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A maior dificuldade seria a desvinculação de despesas de serviços sociais.
A posição de Flávio é vista como um teste para sua base eleitoral, diante de críticas de opositores e de setores que defendem governança fiscal responsável. Em comentário público, parlamentares aliados destacam a necessidade de propostas consistentes para credibilidade junto a investidores e à sociedade.
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