Nesta quarta-feira, 22, o ministro do STF Gilmar Mendes participou do programa JR ENTREVISTA. O tema foi a atuação do Judiciário, críticas públicas à corte, disputas políticas e investigações em curso. A entrevista ocorreu em meio a debates nacionais.
Mendes afirmou que críticas ao STF aumentam em períodos eleitorais e reforçou a importância da atuação institucional. O ministro destacou que ataques com motivação política devem ser tratados com responsabilidade pelas autoridades competentes.
O convidado também comentou declarações do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sobre proteger “intocáveis”. Ele disse que tais ataques têm motivação eleitoral e que cabe à PGR e à Polícia Federal avaliar esse tipo de fala.
Pressões políticas e imunidade parlamentar
O ministro criticou a tentativa do senador Alessandro Vieira de indiciar ministros do STF. Segundo ele, a imunidade parlamentar não pode servir de escudo para abusos, sobretudo quando envolvem decisões judiciais como habeas corpus.
Mendes avaliou que o debate público sobre o Código de Ética do STF precisa de consenso. Ele classificou a forma de conduzir o tema como inadequada e defendeu mudanças internas sem exposição excessiva.
Caso Banco Master e visão sobre responsabilização
Sobre o caso Banco Master, o ministro disse que a participação do STF é marginal e que a crise é anterior ao Judiciário. Ele apontou que a responsabilidade está no mercado, na fiscalização do Banco Central e da CVM.
O programa está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Clébio Cavagnolle e envolve temas sensíveis ao ambiente político e jurídico.
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