Durante viagem à Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou críticas a Donald Trump, em linha com a estratégia eleitoral do PT para este ano. A fala busca reforçar a soberania brasileira e contrastar projetos de país.
A tática faz parte de uma ofensiva para reverter pesquisas desfavoráveis e conter o avanço de Flávio Bolsonaro nas sondagens. A leitura estratégica é posicionar o pleito como escolha entre soberania e alinhamento com potências estrangeiras.
A equipe de Lula aponta dois eixos centrais: comparar o governo atual com o do ex-presidente Jair Bolsonaro e inserir o Brasil no debate geopolítico global. O objetivo é enfatizar a autonomia nacional.
Trump na mira
Durante compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal, Lula criticou Trump em tom que reforça a narrativa de soberania nacional e independência. A fala cita supostas instâncias de ingerência e de uso de poder externo.
Lula classificou como ingerência a expulsão de um delegado da PF dos EUA e sinalizou que o Brasil adotará reciprocidade em relações externas. As declarações acompanharam críticas a decisões da Casa Branca.
Em Barcelona, o presidente apontou que não se pode acordar todos os dias com ameaças de guerra em tuítes presidenciais. O tom foi de defesa de posições nacionais frente a políticas americanas.
Entre na conversa da comunidade