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Nova lei de naming rights pode valorizar concessões em São Paulo

Nova lei paulista autoriza naming rights em ativos públicos, buscando atrair investimentos e elevar lances em concessões, com atenção à reputação e às regras de uso

Complexo do Ibirapuera, em São Paulo: área está em processo de consulta pública. (Foto: Edson Sousa/Divulgação Governo de São Paulo)
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O governo de São Paulo sancionou uma lei que autoriza a venda de nomes de ativos públicos, os naming rights. A medida pretende atrair investimentos privados e elevar o valor dos lances em concessões, associando marcas a espaços de grande visibilidade. O objetivo é ampliar a receita para projetos de infraestrutura e serviços públicos.

Naming rights é o direito de nomear lugares ou eventos. A legislação permite que empresas coloquem sua marca em equipamentos públicos, como estádios, parques ou estações. Em troca, o concessionário ganha uma nova fonte de dinheiro, o que pode tornar o negócio mais atrativo.

Complexo do Ibirapuera como teste

O Complexo do Ibirapuera, na capital, surge como exemplo público do teste da regra. A consulta pública para concessão da área inclui a Vila Olímpica Mário Covas. Analistas acreditam que nomear o espaço pode atrair lances mais elevados pelas altas fluxos de pessoas.

Riscos e salvaguardas

Especialistas apontam riscos de reputação caso a gestão falhe e a marca seja associada a problemas. Também há preocupação com a memória histórica do local. A regulamentação deve estabelecer critérios claros para respeitar a identidade e as regras urbanísticas.

Lições para o âmbito estadual

A experiência da prefeitura de São Paulo serve de referência para o governo estadual. Houve controvérsia ao tentar renomear o Largo da Batata sem licitação, o que levou a críticas e intervenção do Ministério Público. O estado busca um ambiente regulatório estável.

Possíveis futuras aplicações

A lei pode alcançar auditórios, laboratórios de universidades estaduais, alas de hospitais públicos e outras instalações. A pretensão é gerar receitas adicionais para manutenção, modernização e operação de equipamentos de alto custo público.

Conteúdo produzido pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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