O governo confirmou mudanças no programa Minha Casa Minha Vida, com novas regras que entram em vigor nesta quarta-feira (22.abr.2026). O objetivo é ampliar o acesso, elevando o valor dos imóveis financiáveis e a renda das famílias atendidas, por meio de Caixa e BB. As novas regras visam reduzir custos com juros para faixas de renda mais vulneráveis e ampliar o conjunto de beneficiários.
As famílias poderão financiar imóveis de até 600 mil reais, tanto pela Caixa quanto pelo Banco do Brasil. O teto de renda também aumentou, passando a 13 mil reais mensais. A seguir, as novas faixas de renda e os valores correspondentes.
Aumento de teto e juros
- Faixa 1: renda até 3.200 reais; juros de 4,00% a 4,50%.
- Faixa 2: renda até 5.000 reais; juros de 4,75% a 5,50%.
- Faixa 3: renda até 9.600 reais; juros de 6,50% a 7,66%.
- Classe média (faixa 4): renda até 13.000 reais; juros de 10,00%.
Os limites de valor de imóveis financiáveis também subiram. Faixas 1 e 2 passam a financiar de 210 mil a 275 mil, conforme localidade. Faixa 3 permite até 400 mil; faixa 4, até 600 mil.
O governo afirma que as alterações devem ampliar o número de famílias atendidas. Estima-se que 31.300 pessoas da faixa 3 e 8.200 da faixa 4 passarão a participar do programa.
O histórico recente acompanha a medida. Em abril de 2025, o programa atingia famílias apenas da faixa 3 com renda de até 8 mil reais. Em maio seguinte, foi criada a faixa 4 com renda de até 12 mil reais, com juros mais altos, porém still inferiores aos praticados pelo mercado.
Com as mudanças, o teto de acesso ao Minha Casa Minha Vida passou de 8 mil para 13 mil reais, em menos de um ano. O presidente Lula (PT) também anunciou um incremento de 20 bilhões de reais no orçamento para 2026, dentro de uma agenda de expansão habitacional e com impactos fiscais no período eleitoral.
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