O empresário Antônio Augusto Conte, ex-sócio de Daniel Vorcaro, afirma ter sido vítima de fraude envolvendo dados pessoais usados para emitir uma passagem só de ida para Montevidéu. Adriana Hope, pré-candidata a deputada federal pelo PSD em São Paulo, também teve dados usados no esquema.
Conte alega que a fraude visa induzi-lo ao descumprimento judicial e favorecer prisão administrativa. A operação ocorre em meio a questões antigas entre Conte e Vorcaro, ligadas a negócios na área financeira e a aquisição de bancos.
A passagem foi emitida pela Brementur Viagens Corporativas, de Curitiba, com embarque marcado para 24 de abril. Adriana tentou alterar outro bilhete para Brasília e descobriu a emissão em seu nome, coincidindo com a data do voo.
Envolvidos e indicações do caso
Na mesma reserva havia passagem em nome de Antônio Conte, já com assentos reservados. Conte foi sócio da Faria Lima e participou de negociações envolvendo a Zion e a compra do Banco Máxima, que se tornou Master.
A disputa entre Conte e Vorcaro envolve também a tentativa de aquisição do Banif e desdobramentos judiciais que, segundo Conte, dificultaram a aprovação pelo BC. O negócio não se confirmou; o banco foi liquidado pelo BC.
Conte e Adriana registraram um boletim de ocorrência no 15º distrito policial, no Itaim, na noite de ontem. Ambos são descritos como amigos próximos e afirmam alertar autoridades sobre a fraude.
Ariana Hope, pré-candidata pelo PSD, mantém relações políticas com figuras nacionais, incluindo o ex-presidente Michel Temer. Ela já esteve envolvida em ações legislativas que moldaram decisões do STF sobre repatriação de menores.
Entre na conversa da comunidade