O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo adiou, por duas semanas, a decisão sobre permitir que a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) realize até dois megashows gratuitos por ano na avenida Paulista. A votação ocorreu em sessão extraordinária na tarde desta quinta-feira (23) e foi interrompida a pedido da procuradora Patrícia Moraes Aude, com apoio de outros conselheiros.
A medida mira reduzir o incômodo aos moradores causado pela grande movimentação de público em espaços urbanos. O andamento do processo ocorreu no contexto de avaliação de medidas da prefeitura para conciliar o uso da via com a necessidade de minimizar transtornos para vizinhos e comerciantes.
O tema envolve ainda o TAC, acordo firmado desde 2007 entre município e Ministério Público, que limita a Paulista a três grandes eventos anuais. Hoje, as atividades autorizadas sob esse regime são a Queima de Ano, a Corrida de São Silvestre e a Parada do Orgulho LGBT+. A prefeitura busca flexibilizar esse entendimento para ampliar eventos no cartão-postal da capital.
Durante a sessão, ficou acordado que moradores e entidades poderão encaminhar manifestações ao órgão até cinco dias antes da próxima pauta, prevista para ocorrer em até duas sessões subsequentes. As reuniões do conselho são semanais, o que pode acelerar ou atrasar a decisão final.
A gestão de Nunes planeja, ainda neste ano, promover um megashow de grande porte na Paulista, inspirado em eventos realizados no Rio de Janeiro, como Madonna e Lady Gaga em Copacabana, segundo informações discutidas no mesmo contexto. A estratégia busca ampliar a oferta cultural e potencial de arrecadação da cidade.
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