Gilmar Mendes, ministro do STF, criticou o estilo de fala do pré-candidato Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais. Em entrevista ao Jornal Nacional, ele afirmou que o tom de Zema soa ofensivo e próximo de um dialeto pouco compreendido por alguns.
Mendes repetiu a provocação de que o linguajar de Zema pode afastar eleitores, sugerindo que a linguagem é inadequada para o debate público. O ministro ainda fez menção a possíveis consequências institucionais, destacando a necessidade de avaliação por autoridades competentes.
Resposta de Zema
Zema reagiu no dia seguinte, usando as redes sociais para dizer que o português usado por ele é diferente do estilo “esnobe” de Brasília. O pré-candidato afirmou que o povo comum entende seu jeito de falar e acusou Mendes de autoritarismo para silenciar críticos.
Ele afirmou que a controvérsia retrata uma tentativa de descredibilizar quem critica ministros do STF. Segundo Zema, há diferença entre o que é público e privado, e entre o certo e o errado, segundo o que ele chama de entendimento da população.
Inquérito e desdobramentos
Mendes encaminhou uma notícia-crime ao colega Alexandre de Moraes para investigação no inquérito das fake news. Moraes já repassou o caso à Procuradoria-Geral da República, e o processo permanece em sigilo.
A peça envolve o segundo episódio da série “Os Intocáveis”, criado por Zema durante seu governo, com fantoches que satirizam ministros do STF. O documento acusa o ex-governador de desmerecer a honra do Supremo e de envolver-se em exposição pública prejudicial ao tribunal.
O inquérito relaciona ainda o episódio de 2023 quando o vídeo satirizou decisão de Gilmar Mendes sobre sigilos da Maridth Participações, ligada à família de Dias Toffoli. O STF investiga se houve violação de honra e potencial indução de desinformação.
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