Gilmar Mendes, ministro do STF, volta a ser alvo de críticas por atuação considerada política e por atitudes que contrastam com a imagem de decoro. O tema ganhou repercussão após ele falar, em entrevista na TV, sobre Romeu Zema e insinuar que o ex-governador mineiro usa uma língua próxima do Português.
Segundo a reportagem veiculada pela emissora, Mendes questionou o tom de Zema e o classificou de forma pejorativa. Zema reagiu, afirmando que o problema não está na forma de falar, e sim em atos que ele classifica como autoritarismo para silenciar críticos.
A polêmica envolve ainda relatos sobre o papel do STF na Lava Jato e críticas ao que Mendes chama de “garantismo” seletivo. O ministro considerou aceitável tratar abnormalidades internamente, enquanto acusou críticas externas de censura em algumas ações. Em contrapartida, Zema sustenta postura firme contra abusos do tribunal.
De acordo com levantamentos da imprensa, não há número oficial consolidado de habeas corpus concedidos por Mendes ao longo da carreira no STF. Registros indicam que, entre 2009 e 2020, ele concedeu cerca de 620 HC de forma monocrática, o que o colocaria como o líder nessa prática no período.
Esses dados ajudaram a moldar a percepção pública de que parte do movimento crítico ao STF ganhou corpo com ações midiáticas associadas a figuras políticas de oposição e aliados, incluindo debates sobre impeachment e reformas institucionais. A discussão ganhou tração em redes e canais de opinião pública.
A batalha política envolve também o entorno de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, que defenderam Zema contra o que chamam de ativismo judicial. A defesa de Zema pelos dois candidatos de direita acelera a pauta de reformas institucionais e o papel do Senado.
A tendência de ascensão de Zema em pesquisas ganhou reforço no mercado de apostas, com o aumento de apoio ao pré-candidato em momentos de tensão institucional. Enquanto isso, entidades e analistas pressionam por um Senado mais independente e com atuação de freios e contrapesos.
O cenário aponta para a expectativa de que o desempenho de autoridades e a pauta de impeachment passem a influenciar a8320 curva política nacional, com o Senado sob escrutínio para decisões que definam o equilíbrio entre poderes.
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