O desembargador Ricardo Couto completa um mês no cargo de governador interino do Rio de Janeiro, acumulando a função com a presidência do Tribunal de Justiça (TJ-RJ). A atuação dupla envolve despacho no TJ e assinatura de atos administrativos, com foco em temas de interesse do Executivo.
Couto assumiu após a renúncia de Claudio Castro. No primeiro pronunciamento público, afirmou ser uma solução temporária e que pode durar menos de uma semana ou mais. O cenário gerou controvérsia entre aliados e opositores.
A medida administrativa ganhou ritmo de gestão
Um mês depois, o governo interino ordenou a exoneração em massa de comissionados, apontando inconsistências funcionais. Dados do Diário Oficial indicam 1.107 demissões em secretarias, com quase 70% na pasta da Governança e da Casa Civil.
Couto também suspendeu novas contratações em Infraestrutura, Obras e Cidades e iniciou auditoria em contratos do estado. As ações provocaram descontentamento entre apoiadores de Castro, que viam perdas de cargos políticos.
Reações e debates
Aliados de Castro apresentaram queixas sob reserva sobre exonerações de pessoas que realmente trabalhavam, ainda que tivessem indicações políticas. Desembargadores do TJ-RJ manifestaram preocupação com retaliações e levantamentos de gastos do tribunal.
Por outro lado, a oposição tem elogiado a atuação de Couto. Deputados da Alerj afirmaram encontros com pautas de segurança e educação, com a promessa de estudo de temas de urgência por meio magistrados.
Questões constitucionais e fôlego financeiro
Entre as prioridades estão a recomposição salarial de servidores e a saúde financeira do estado, diante de um déficit estimado em 19 bilhões de reais. A decisão sobre a redistribuição de royalties do petróleo segue em julgamento no STF, com data ainda sem definição.
Couto continua atuando como magistrado, participando de cerimônias do TJ-RJ. Decisões sobre a presidência da Alerj ficaram a cargo da 1ª vice-presidente do tribunal, Suely Lopes Magalhães, em ações envolvendo votação no Legislativo.
Contexto institucional e linha de sucessão
Couto está no cargo por liminar do STF, que determina sua permanência. A Alerj escolheu Douglas Ruas como presidente, posição relevante já que influencia a linha sucessória. Ainda não há definição sobre a forma de escolha do governador-tampão.
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