Luiz Inácio Lula da Silva voltou a mencionar a entrega de jabuticabas ao presidente Donald Trump como forma de acalmar o líder norte-americano. O comentário foi feito durante a Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa, em Planaltina (DF). A fala integra a agenda do presidente.
A analista Isabel Mega, no CNN 360°, vê a estratégia como tentativa de reacender o mote da soberania entre a base de apoio de Lula. Segundo ela, a narrativa busca reforçar o apego nacionalista já presente no movimento petista.
Mega aponta que Lula tem feito uma escalada de declarações voltadas a Trump, incluindo reconhecimentos à Polícia Federal pela reciprocidade após a retirada de um delegado brasileiro dos EUA. Ela compara o recurso a plantas calmantes a episódios anteriores.
Ela afirma que a referência a plantas calmantes é comum em falas sobre relações internacionais e cita o caso da Venezuela, onde houve menção a um chá de maracujá para reduzir tensões. A observação serve para entender o tom escolhido pelo presidente.
Contexto político
Para a analista, as declarações têm função de marketing político, buscando engajamento e mostragem de que o Brasil não está especialmente preocupado com a leitura de Trump sobre Lula. O público-alvo é interno.
A avaliação é de que a estratégia visa a recuperação da popularidade de Lula, afetada desde o início de 2025. O período incluiu críticas e ações nas redes associadas a governistas, com uso intenso das cores nacionais.
Mega ainda observa que as falas durante agendas na Europa buscam sinalizar posicionamentos brasileiros em conflitos internacionais. Ela lembra que o encontro Lula-Trump não ocorreu, sob o current contexto geopolítico, por motivos ligados à guerra no Irã.
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