O advogado-geral da União, Jorge Messias, intensifica a articulação política no entorno da sabatina do seu nome. Ele defende atuação do STF com menos intervenção no Congresso para acelerar apoio, na reta final antes da sabatina na CCJ do Senado.
Segundo relatos, Messias apresenta o compromisso com previsibilidade, respeito às competências dos Poderes e menor protagonismo político. Também mantém gabinete aberto a parlamentares, tentando atrair votos indecisos.
A expressão “Jorginho paz e amor” circula entre senadores como síntese do esforço de pacificação entre Judiciário e Legislativo. A estratégia foca em conquistar centro e direita sem mudar posição pública, apenas testando margens de flexibilização.
Contexto da sabatina e tensão com o Senado
A poucos dias da sabatina marcada para quarta-feira (29), o tema é a relação entre STF e Congresso. Investigações da PF envolveram interesses de familiares de: um banco ligado ao escritório de advocacia de Moraes e Toffoli, entre outras peças.
O objetivo é reduzir resistências sem comprometer a independência dos Poderes. Messias pretende manter a atuação previsível e evitar disputas que possam prejudicar a indicação.
Desafios e fluxos de apoio
Ministros e aliados descrevem um cenário aberto, com votos ainda incertos em PSD, MDB e União Brasil. O PL, maior bancada, atua em oposição à indicação. A avaliação é de que o apoio depende de confiança no perfil do AGU.
A ausência de encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é citada como ponto de atrito. A reunião seria crucial para destravar resistências e sinalizar apoio político à indicação.
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