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STF avalia adiar reforma do Judiciário para após as eleições

Ministros do STF avaliam adiar reforma do Judiciário para após as eleições de 2026, buscando um pacto entre os Três Poderes, com apoio de Fachin e Gilmar Mendes

Plenário do STF em sessão. Foto: Antonio Augusto/STF
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O Supremo Tribunal Federal avalia adiar a ideia de reformar o Judiciário para depois das eleições de 2026. A discussão ganhou força após a proposta de Flávio Dino, apresentada nesta semana. O clima pré-eleitoral dificulta a consolidação de mudanças estruturais.

Ministros ouvidos em caráter reservado dizem que, para o tema avançar, é essencial envolver os chefes dos Três Poderes. Do contrário, qualquer proposta ampla tende a sofrer com a disputa política, atrasando o amadurecimento da pauta.

O debate ganhou tração quando Dino publicou, no ICL Notícias, um conjunto de eixos para uma reforma. A ideia central envolve endurecer punições por desvios na magistratura e revisar mecanismos institucionais diversos.

Apoio e contrapontos

O presidente do STF, Edson Fachin, elogiou a proposta de Dino, enfatizando que o texto merece atenção e pode contribuir para o debate institucional. Fachin destacou a seriedade e responsabilidade republicana do conteúdo.

O decano Gilmar Mendes endossou a necessidade de mudanças em regimentos e benefícios. Ele pediu um pacto mais amplo, com participação dos três Poderes, para discutir mudanças administrativas e legislativas.

Alguns ministros próximos a Dino avaliam que o tema exige amadurecimento institucional. Uma parte da Corte vê a proposta como oportunista e teme desdobramentos políticos que dificultem a governabilidade do Judiciário.

Além disso, o STF discute a criação de um Código de Conduta e a regulamentação do uso de inteligência artificial no Judiciário. Também seguem debates sobre a tramitação de processos na Justiça Eleitoral e a definição de novas normas para sessões virtuais.

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