O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, afirmou que o agronegócio é tratado como marginalizado pelo governo atual e criticou a linha de crédito de 10 bilhões de reais anunciada recentemente para o setor. A declaração ocorreu na abertura do espaço dedicado ao Governo de São Paulo na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP).
Flávio fez o discurso ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também está na disputa pela reeleição. O senador disse que o setor é essencial para o Brasil e que a política atual o impede de prosperar. O tom visou reforçar alinhamento com apoiadores do agronegócio.
O posicionamento foi alvo de críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando o governo de usar a máquina pública para perseguir opositores e dificultar a produção. Flávio citou a prisão de Lula como exemplo de suposta perseguição política.
Durante o discurso, o senador também reagiu à proposta de crédito anunciada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, argumentando que o financiamento para aquisição de maquinários é insuficiente sem atender a outras necessidades do setor, que enfrenta elevado endividamento.
Flávio mencionou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando a atuação do ex-chefe do Executivo junto ao agronegócio. Ele afirmou que recebeu a missão de ampliar o apoio ao setor e manter o relacionamento com lideranças do campo.
Ao falar sobre o futuro, o senador elogiou Tarcísio de Freitas, ressaltando que o governador tem potencial para comandar o país. A dupla, que participou pela primeira vez de uma agenda pública conjunta em São Paulo, é apontada como uma frente de apoio no atual cenário eleitoral.
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