O Ministério Público de São Paulo denunciou 23 pessoas por um esquema estruturado de corrupção e lavagem de dinheiro que atuou por pelo menos quatro anos na capital. Entre os denunciados estão policiais civis, operadores financeiros, advogados e intermediários.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o grupo montou uma rede para manter atividades ilegais, usando empresas de fachada, evasão de divisas e cartões de alimentação para a “ticketagem” de recursos.
O MP afirma que houve pagamento sistemático de propina a policiais civis desde agosto de 2020, mesmo após operações da Polícia Federal e da Receita Federal.
Investigações e medidas iniciais
Investigações indicam interferência nos trabalhos policiais, como retirada de documentos e troca de dispositivos apreendidos, com objetivo de dificultar a produção de provas.
O MP pediu à Justiça a manutenção das prisões preventivas de parte dos denunciados, bloqueio de bens de até R$ 5 milhões por pessoa e medidas cautelares para outros, como tornozeleira eletrônica e entrega de passaporte. Também requer indenização por dano moral coletivo.
Desdobramentos da apuração
A denúncia decorre de procedimento do GAECO com base em provas compartilhadas pela Polícia Federal na Operação Recidere. Novas investigações devem apurar o envolvimento de outros suspeitos.
Entre na conversa da comunidade