O ataque ocorrido no sábado 25, na região de Cajibío, Cauca, foi registrado como o mais fatal desde a assinatura do acordo de paz com as FARC. Um cilindro explosivo atingiu um ônibus na rodovia Pan-americana, provocando uma cratera enorme e destruição de pelo menos 15 veículos. O resultado inicial apontou 7 mortos, com o número aumentando ao longo das horas.
Segundo o Instituto de Medicina Legal, a lista de vítimas inclui 15 mulheres e 5 homens, todos adultos. O órgão informou que mantém trabalhos para entregar cinco corpos às famílias, ainda não identificados. A área atingida é reconhecida pela histórica violência ligada ao transporte de cocaína na região.
O ataque ocorreu no ponto denominado El Túnel, no município de Cajibío, e o Exército identificou o movimento de um bloqueio de uma unidade terrorista na Pan-americana, a aproximadamente 2 quilômetros do local. A atuação foi atribuída à coluna Jaime Martínez, parte do EMC, grupo dissidente das FARC.
O governo colombiano, por meio do Ministério da Defesa, promete ampliar operações em Cauca para proteger a população e capturar os responsáveis. Mais de 13 pelotões de cavalaria blindados, 12 de infantaria e reforços policiais foram acionados, conforme comunicado oficial.
Para incentivar denúncias e facilitar a captura dos envolvidos, as autoridades anunciaram reajustes de recompensas. Até 5 bilhões de pesos são oferecidos pela liderança da dissidência conhecida como Marlon, com valores menores para outros integrantes da mesma linha de atuação. Também há prêmios de até 200 milhões de pesos para informações que ajudem a evitar novos atentados.
Na esfera política, o ataque gerou embates entre candidatos à presidência. Um postulante do bloco governista comentou que há apreensão sobre uso do episódio para favorecer setores de direita no pleito. Já adversários criticaram a atual estratégia de paz do governo, sem apresentar provas para sustentar as acusações.
Enquanto isso, o governo mantém o tom de condenação e enfatiza a necessidade de ações firmes contra os grupos armados. O foco das autoridades é reduzir a violência e garantir a segurança das comunidades afetadas pela ofensiva recente no sudeste do país.
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