A tentativa de atentado durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca resultou no indiciamento de Cole Tomas Allen, de Torrance, Califórnia. O suspeito é acusado de tentativa de assassinato do presidente Donald Trump e de dois crimes federais relacionados ao uso de arma de fogo. O caso foi apresentado à Justiça na segunda-feira, 27.
Segundo autoridades, Allen viajou de Los Angeles a Chicago de trem e depois seguiu para Washington, onde ficou hospedado no Washington Hilton um ou dois dias antes do evento. A investigação apura uma possível motivação política, ligada a ações do governo, conforme texto atribuído ao suspeito.
As informações indicaram que o ataque ocorreu por volta das 20h, minutos após o início do jantar. Vídeo de segurança mostra o suspeito atravessando um posto de controle, sendo perseguido pela polícia. Agentes do Serviço Secreto neutralizaram o homem, sem que ele entrasse no salão.
Trump, Melania, o vice-presidente J. D. Vance e outras autoridades foram retirados do hotel pelo menos até as 21h45. O presidente informou, em coletiva, que um agente do Serviço Secreto foi baleado, mas estava estável, protegido por colete à prova de balas. Não houve registros de outros feridos.
Acusações e situação legal
Allen deverá responder por tentativa de assassinato do presidente e por uso de arma de fogo, com potencial pena de prisão perpêuta se condenado. A Justiça federal processa o caso, com a análise de provas balísticas e dos cartuchos recolhidos.
Contexto do jantar
O Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, realizado há décadas no Washington Hilton, celebra a liberdade de imprensa e a Primeira Emenda. O evento reúne jornalistas, políticos e personalidades dos dois lados do espectro, sob a organização da Associação de Correspondentes da Casa Branca.
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