O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encontrou-se na semana passada em Brasília com Jorge Messias, indicado por Lula ao STF. O encontro foi informal, segundo relatos veiculados pela imprensa.
O governo federal cobra agora uma recepção institucional a Messias, visando facilitar a sabatina prevista para quarta-feira (29). A pauta continua com a expectativa de aprovação do indicado, apesar da resistência anterior de Alcolumbre.
Alcolumbre vinha se recusando a receber Messias desde o anúncio, em novembro, por discordar da escolha de Lula em relação a Luís Roberto Barroso. O senador desejava que Rodrigo Pacheco ocupasse a vaga.
Messias ainda não teve agenda formal com o Senado, e o governo busca uma reunião oficial para pavimentar votos favoráveis na CCJ e no plenário. A sabatina ocorre em meio a altas tensões políticas.
Jaques Wagner, líder do governo no Senado, afirmou que houve tentativa de reunião institucional, embora o encontro não tenha sido formalizado. Ele enfatizou que, se houve encontro, não seguiu os rituais esperados.
A indicação de Messias precisa de 14 votos na CCJ e de 41 no plenário. Há expectativa de que o indicado tenha cerca de 44 votos, o que manteria a aprovação dentro de patamar seguro desde a redemocratização.
A oposição, liderada por Rogério Marinho, sustenta que o voto é secreto e dependerá da convicção de cada senador. Os bolsonaristas fecharam questão contra a indicação, segundo ele, mas admitiu que o resultado é imprevisível.
Caso Messias seja rejeitado ou sofra derrota, a crise política pode se agravar para o Planalto em ano eleitoral. A última rejeição de um indicado pelo presidente ao STF ocorreu na Primeira República.
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