O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) rebateu nesta terça-feira, 28/4, a ação judicial movida pela esposa e pelos filhos do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Eles pedem indenização de 60 mil reais por declarações que ligariam o escritório Barci de Moraes ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Vieira descreve o processo como uma tentativa de intimidação e afirma que sua fala foi distorcida. Ele afirma que não houve ligação direta entre o PCC e o escritório da família Moraes, apenas a menção a indícios de circulação de recursos.
Segundo Vieira, as declarações mencionaram que o escritório recebeu cerca de 80 milhões de reais de um banco específico, apontando como envolvido em operações suspeitas de lavagem de dinheiro. O foco seria o contrato entre o banco Master e o escritório.
Na ocasião, o senador disse ter relatado um provável processo de lavagem de dinheiro envolvendo um grupo que contratou os serviços da família Moraes, sem sugerir vínculo direto com o PCC. Vieira ressaltou que não houve afirmação de ligação institucional.
Dados do processo e desdobramentos
A ação foi ajuizada com base em fala de Vieira em entrevista ao SBT News, na qual o senador comentou indícios de irregularidades envolvendo familiares de magistrados. O caso envolve temas de investigações, contratos e a relação entre instituições e organizações criminosas.
A defesa da família Moraes não havia se manifestado formalmente até o fechamento desta edição. A reportagem não apurou novos elementos além do que foi divulgado pelos envolvidos e pela imprensa.
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