Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, insinuou que a família Bolsonaro possa ter ligação com lavagem de dinheiro, sem apresentar provas. A afirmação ocorreu em vídeo divulgado nesta terça-feira (28.abr.2026).
Segundo o ministro, a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo por familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro sugere operação de dinheiro ilícito. Ele associou esse modo de pagamento à lavagem de dinheiro, sem indicar evidências específicas.
As informações remontam a reportagens de 2022 do portal UOL sobre imóveis de Bolsonaro e a críticas à época de Bolsonaro. Naquele ano, pedidos para retirada de textos foram atendidos a pedido de Flávio Bolsonaro, senador pelo PL.
O vídeo cita ainda uma casa no condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, cuja avaliação era de cerca de 1 milhão de reais, segundo Bolsonaro adquirido por aproximadamente 409 mil reais, conforme relatório citado pelo ministro.
Dados do Coaf e do Cofeci, em 2018, indicaram irregularidades na compra da casa em que Bolsonaro vivia no Rio, destacando indícios de lavagem de dinheiro e divergência entre o valor contratado e o ITBI, imposto municipal. A menção aponta para divergências de avaliação.
Boulos mencionou também aquisições de imóveis por Flávio Bolsonaro, incluindo 17 apartamentos e 2 kitnets em Copacabana, com cheques e dinheiro em espécie, segundo o ministro. O registro envolve cheques de 320 mil reais e dinheiro vivo de 638 mil reais.
O ministro ainda citou o caso envolvendo Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, apontando a apreensão de 430 mil reais na residência do deputado, que justificou o montante como fruto da venda de um imóvel.
Ataques a Flávio
No cenário político, o PT tem intensificado críticas ao grupo ligado a Flávio Bolsonaro. Em abril, o partido investiu em vídeos críticos para impactar o eleitorado.
O PT divulgou gastos com impulsionamento de conteúdo, somando valores próximos a 146 mil reais no mês, segundo registros da sigla. A defesa do partido é apresentar quem considera ser o adversário aos eleitores.
Por sua vez, o presidente Lula elevou o tom contra o grupo Bolsonaro, afirmando, em abril, a necessidade de desmascarar mentiras no debate público, em tom mais duro em relação aos críticos.
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