A Operação Mare Liberum cumpriu mandados nesta terça-feira para desarticular esquema de propina no Porto do Rio de Janeiro. A ação envolve Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal. Foram apreendidos mais de R$ 2 milhões em espécie na casa de uma auditora da Receita na Barra da Tijuca.
Além disso, foram localizados US$ 400 mil, cerca de R$ 1,989 milhão, na residência da auditora. Também houve apreensão de R$ 1,248 milhão em dinheiro nacional. Em Niterói, na Região Metropolitana, foi encontrada outra soma em dólares ainda a ser contabilizada.
A investigação apura organização criminosa com atuação entre julho de 2021 e março de 2026, envolvendo servidores, despachantes aduaneiros e empresários para liberar mercadorias mediante propina. Ao todo, 25 servidores foram afastados e há apontamento de 9 agentes privados.
Estrutura do esquema
Foram mapeadas três frentes de atuação: desembaraço de mercadorias com falhas nos canais vermelho e cinza; serviços de óleo e gás com procedimentos artificiais para liberar embarcações; e recebimento de vantagens pagas por operadores portuários.
A operação também identificou reversões indevidas de penas de perdimento, ausência de cobrança de tributos e redistribuição de processos para favorecer o esquema. A propina era praticada de forma sistemática, com valores elevados ao longo do período.
A Receita Federal informou que intensificou o trabalho no Rio de Janeiro com 50 servidores, reforçando ações de apoio ao Porto para manter a fluidez do comércio, enquanto as investigações prosseguem.
Renato Regal, responsável pelo Porto do Rio, destacou que o porto tem papel estratégico para o estado e que o controle aduaneiro é essencial para o comércio exterior, apontando que a maior parte da equipe segue trabalhando normalmente.
Entre na conversa da comunidade