Luciana Novaes, ex-vereadora do Rio de Janeiro, morreu aos 42 anos nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026. A família informou que a morte ocorreu após uma intercorrência súbita compatível com rompimento de aneurisma cerebral. O quadro levou à avaliação para morte cerebral.
Segundo a assessoria, o quadro neural da ex-parlamentar piorou de forma crítica. Ela já havia sido submetida ao protocolo de morte cerebral, que confirma interrupção irreversível das funções do cérebro e do tronco encefálico.
No dia anterior, Luciana estava ativa nas redes sociais e publicou uma foto parabenizando Benedita da Silva. Em 20 de abril, havia feito uma postagem sobre recomeços na vida.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), decretou luto oficial de três dias na cidade em homenagem à ex-vereadora. A medida vale para os motivos institucionais e de reconhecimento público.
Trajetória e legado
Luciana Novaes ficou tetraplégica em 2003 após ser atingida por uma bala perdida no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido. Mesmo assim, formou-se em Serviço Social e fez pós-graduação em Gestão Governamental.
Ingressou na política em 2016, sendo eleita vereadora. Em três mandatos, tornou-se a primeira pessoa tetraplégica a ocupar a Câmara Municipal do Rio. Presidiu a Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Ela foi autora de quase 200 leis voltadas à acessibilidade e a vagas prioritárias para estudantes com deficiência. Também criou processos de avaliação para atender necessidades de pessoas com deficiência intelectual.
A Câmara Municipal do Rio emitiu nota de pesar pela morte da ex-vereadora. O texto a descreve como exemplo de força, dedicação e luta em defesa do próximo.
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