A vereadora Luciana Novaes, do PT do Rio de Janeiro, morreu na noite desta segunda-feira aos 42 anos, após morte encefálica. A parlamentar ficou tetraplégica após sofrer uma bala perdida em 2003, quando era estudante de enfermagem. O caso a transformou em símbolo da luta pela inclusão.
Novaes dedicou a vida à defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com atuação marcante na elaboração de leis voltadas à inclusão social e à proteção de idosos e vulneráveis. Sua trajetória ganhou destaque nacional e inspirou políticas públicas.
Autoridades e figuras públicas lamentaram a perda. Anielle Franco, ex-ministra da Igualdade Racial e pré-candidata, destacou a coragem e a inspiração de Luciana, desejando conforto aos familiares. Representantes do Congresso também prestaram condolências.
Entre os parlamentares cariocas, deputados do PSOL concederam solidariedade a familiares e aliados. Talíria Petrone, Chico Alencar e Glauber Braga ressaltaram que Luciana manteve otimismo mesmo com prognóstico de apenas 1% de chance de sobrevivência, liderando uma agenda de inclusão com quase 200 leis aprovadas.
Fora do meio político, o influenciador Felipe Neto também manifestou pesar pela perda. Neto relembrou o papel de Luciana na defesa da veracidade e da cidadania digital, mencionando a colaboração entre os dois quando ela entregou a Medalha Pedro Ernesto a ele, em 2023.
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