A lei nº 15.269/2025 cria um teto para os gastos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), com atualização anual. A medida busca conter o uso de recursos que hoje operam como fundo extraorçamentário na área de energia.
Em paralelo, o deputado Arnaldo Jardim apresentou o PLP 100/2026, propondo uma Lei de Responsabilidade Tarifária para dificultar a criação de novos subsídios no setor elétrico. A iniciativa prioriza controle de custos e previsibilidade nas tarifas.
A proposta, que tramita no Congresso, aponta que o Brasil enfrenta aumento contínuo de custos que prejudicam competitividade industrial e elevam o orçamento familiar. O projeto inspira-se na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Proposta e objetivos
O texto recomenda que o Executivo apresente um plano para extinção gradual de subsídios que não sejam essenciais, mantendo universalização, tarifa social e atendimentos a sistemas isolados.
Além disso, o PLP estabelece que futuras contratações de transmissão e geração tenham critérios de custo-benefício, reduzindo decisões guiadas por motivações políticas.
Segurança jurídica e centralização
O PLP propõe concentrar no Distrito Federal as disputas regulatórias do setor elétrico levadas à Justiça, buscando uniformidade de decisões e redução de conflitos entre tribunais.
A expectativa é que a medida estimule a revisão de leis recentes, apontadas como favorecendo lobbies e ampliando a CDE. A ideia é frear impactos tarifários de curto prazo.
Visão operacional
A aprovação é vista como um passo para blindar a conta de luz contra pressões políticas. O objetivo é devolver previsibilidade à economia e proteger o bolso do consumidor, mantendo a energia como motor de desenvolvimento.
Não se trata de simples ajuste contábil, mas de estabelecer regras estáveis para subsídios, investimentos e tarifas, com foco em sustentabilidade financeira do setor.
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