Na semana passada, o celular de Davi Alcolumbre tocou com um convite inusitado. O ministro Cristiano Zanin ligou para marcar um café reservado, na residência dele, em Brasília, sem pauta política. Estavam presentes familiares, amigos e o ex-presidente do Senado.
Ao chegar, Alcolumbre levou o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, e também estavam Alexandre de Moraes, do STF, e o indicado de Lula para o STF, Jorge Messias. A conversa começou de forma informal, sem temas institucionais definidos.
Detalhes do encontro
Segundo relatos, Messias anunciou o objetivo de obter o apoio de Alcolumbre para a sabatina e a votação no Senado. O presidente do Senado não reagiu de forma direta, limitando-se a garantir um ambiente institucional tranquilo para o processo. Em seguida, ele se retirou do encontro.
Aliados de Alcolumbre apontaram constrangimento com a percepção de apoio a Messias, destacando que o encontro não configurou uma manifestação formal de apoio. Ainda segundo esses relatos, Messias pode obter os votos necessários mesmo sem a participação direta do presidente do Senado. A sabatina ocorre nesta quarta-feira.
Fontes mencionaram que Alcolumbre ficou desconfortável com o propósito político do encontro e informou que não pretende influenciar de modo explícito o pleito. A revelação foi divulgada pela jornalista Mônica Bergamo nesta terça-feira.
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