O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou nesta terça-feira (28) o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) réu por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Primeira Turma abriu ação penal contra o parlamentar, que responderá pelo crime.
A denúncia envolve uma publicação de fevereiro de 2024, que associa Lula ao Hamas e ao nazismo. A peça aponta que o post trazia uma imagem manipulada, com Lula segurando um fuzil, uma bandana do Hamas e uma tatuagem nazista, acompanhada de uma legenda provocativa.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou a denúncia em fevereiro de 2025, após a AGU ter solicitado a remoção da publicação no X. A defesa sustenta que o conteúdo integra debate político, mas a PGR argumenta que houve abuso e violação de imunidade parlamentar.
O voto do relator, ministro Flávio Dino, indicou que a publicação extrapolou os limites da crítica política. O ministro ressaltou o uso de montagem e de sinais visuais adulterados, destacando que esse tipo de prática, especialmente com inteligência artificial, tem gravidade relevante.
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