O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve inviabilizar a instalação da CPI do Master ao deixar de ler o requerimento de criação da comissão. O acordo com a oposição evita contestações formais sobre o tema.
Alcolumbre fechou um entendimento para que a pauta da sessão desta quinta-feira não traga leitura do requerimento da CPI. Em troca, o Senado pautará apenas o veto ao projeto da dosimetria que reduz penas de Bolsonaro e de outros condenados.
O acordo envolve o relator do texto, deputado Paulinho da Força, e a oposição, segundo relatos de congressistas. A manobra busca manter sob controle a repercussão do caso Master na pauta legislativa.
A cúpula do Congresso teme ampliar a exposição de agentes políticos ligados ao ex-banqueiro Vorcaro, ligado ao Master. A leitura da CPI poderia reacender críticas sobre o tema e influenciar o entorno político.
A dosimetria, aprovada pelo Senado, pretende reduzir penas de Bolsonaro e de outros condenados por atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. A expectativa é de derrota do veto no plenário, abrindo espaço para mudanças.
Fontes dizem que o governo não pretende insistir para instalar a CPI do Master. A estratégia é manter o foco em pautas consideradas prioritárias, como propostas de redução da jornada de trabalho e ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Mudança de tema: dosimetria e agenda do Congresso
A decisão de priorizar o veto da dosimetria sinaliza alinhamento entre Câmara e Senado para evitar novas fricções com o tema Master. A leitura de requerimento da CPI continua fora da pauta neste momento.
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